caos no transito

Caos no trânsito: entenda essa equação

Ao longo da história, a ciência econômica foi desenvolvida para gerar eficiência nas sociedades capitalistas e melhoria para a qualidade de vida da maioria das pessoas. Até hoje, esse é o quebra-cabeça que o governo, a academia e o mercado tentam montar, nem sempre com sucesso. Um dos efeitos colaterais desse desequilíbrio pode ser encontrada diante dos nossos olhos todos os dias: o caos no trânsito.

As consequências dessa realidade se estende para além das ruas. Dados do seguro DPVAT, divulgados no último trimestre de 2014 e contabilizados até setembro, apontam mais de 430 mil pagamentos para invalidez permanente, decorrentes do trânsito no ano passado. Um aumento de 160% em relação a 2010.

Quer entender alguns dos fatores que formam a triste equação do caos no trânsito nas grandes cidades? Acompanhe o nosso artigo.

Caos no trânsito: os dois lados da moeda

Planejamento urbano vs. acesso facilitado a veículos

O planejamento urbano das grandes cidades brasileiras não acompanhou o crescimento exponencial da economia após os anos 2000, que culminou com o acesso facilitado ao crédito, ao consórcio e ao financiamento de veículos. Incentivos fiscais também foram utilizados durante esses período, na prerrogativa de que aqueceriam o mercado e gerariam empregos.

Como resultado, milhões de carros foram somados à frota que já circulava, sem que as vias se expandissem na mesma proporção. Dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) retratam esse crescimento: entre setembro de 2003 e setembro de 2013 a frota de veículos cresceu 123%, enquanto a população brasileira cresceu apenas 11%. Como essa conta pode fechar?

O cidadão e a educação no trânsito

A definição de trânsito, no dicionário, está relacionada a movimento. Muitos motoristas esquecem deste princípio quando estão ao volante e forçam situações desnecessárias, que atrapalham a todos. Por exemplo:

  • Usar a faixa da esquerda sem atingir a velocidade mínima permitida na via. Além de gerar grande estresse em quem está atrás, pode gerar acidentes graves quando o veículo que vem chegando não consegue frear a tempo;
  • Ultrapassar pela faixa da direita, uma atitude inesperada que surpreende tanto quem está na pista da esquerda como os pedestres, o que acaba por provocar acidentes;
  • Não permitir a entrada de outros veículos em desvios e em estreitamentos, fazendo prevalecer a lei do mais forte. Ao tentar forçar a passagem, o outro veículo pode causar um acidente grave, incluindo o carro que fechou a entrada na colisão;

  • Ocupar mais de uma vaga ao estacionar, forçando quem for usar o espaço ao lado a manobrar o veículo antes de entrar. Esta bobagem pode causar congestionamentos, especialmente nas grandes cidades.

Observe que o motorista pode diminuir consideravelmente os riscos envolvidos no trânsito diário adotando posturas simples, nas quais bastaria o bom senso e uma adequada educação no trânsito. Essas boas práticas ao volante fazem parte do currículo de direção defensiva ensinado pelas autoescolas na formação dos condutores e exigidas pela legislação de trânsito. Caso não sejam seguidas, o motorista fica exposto às penalidades que vão desde multas até a cassação da permissão para dirigir.

Todo veículo automotor é uma arma em potencial. A sua capacidade de torque, a sua potência e a sua velocidade são muito maiores do que um ser humano consegue controlar sem interferência de sistemas mecânicos. Por isso, direção defensiva e respeito aos limites de velocidade são fundamentais.

Percebeu como evitar o caos no trânsito é uma responsabilidade de todos, governos e cidadãos, e uma atitude de civilidade que poupa vidas, dor de cabeça e dinheiro? Deixe o seu comentário sobre o assunto no campo abaixo. Até breve!

by Motoboy SP

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