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Motogirl: as mulheres que cuidam de entregas

Basta observar o trânsito para perceber: o volume de mulheres que optaram pelas duas rodas como meio de transporte vem aumentando nas cidades. E as pesquisas confirmam nossa percepção. Os últimos dados do Denatran, colhidos entre 2008 e 2011, já apontavam um aumento de 44% no número de habilitações da categoria A para mulheres.

Nas redes sociais, há cada vez mais pessoas que curtem esse tema. Uma página dedicada às pilotas no Facebook, chamada Mulheres de Moto, já tem mais de 18 mil seguidores. Os assuntos mais comentados vão desde manutenção de motocicletas até roupas e calçados estilosos para pilotar.

E, se depender delas, o trânsito vai mesmo ficar mais alegre: uma pesquisa encomendada pela Harley-Davidson mostrou que as mulheres que pilotam são mais felizes que a média. Ao todo 2029 mulheres foram entrevistadas, das quais 1013 são motociclistas. 74% das pilotas revelaram que a moto mudou suas vidas para melhor. Mais da metade (53%) também afirmou que pilotar é a uma fonte de felicidade para elas.

Mas nem todas as mulheres pilotam apenas por diversão. Um grupo também crescente delas encara as duas rodas como fonte de renda. Com muita seriedade, elas se dedicam a fazer entregas nos centros urbanos do país.

Vida de motogirl

Mais do que lazer sobre duas rodas, ser motogirl é uma opção profissional para mulheres que gostam da velocidade e não têm medo de trabalho duro. Milhares de mulheres no Brasil trabalham durante o dia nas mais variadas funções e a noite entregam pizzas, por exemplo, para garantir a renda da família. Algumas são casadas, outras são mães, mas todas batalhadoras e mulheres de fibra.

A profissão de motoentregador (também conhecido como motoboy ou motogirl) é exercida predominantemente pelos homens. Porém já há muito tempo as mulheres resolveram invadir esse território. Enfrentando preconceitos, essas pioneiras mostraram que têm potencial e são competentes, abrindo espaço para outras também entrarem na profissão.

Mau humor, trânsito pesado, poluição são apenas algumas coisas que as motogirls precisam enfrentar em sua jornada de trabalho. Em entrevista a um jornal regional do Mato Grosso, a motofretista Maria de Fátima Pereira resume bem o desafio. Para ela, que atua na profissão há três anos, a maior superação não é disputar espaço com os homens – é o trânsito em si, que não respeita ninguém. “Procuro ter o máximo de cuidado possível. Acho que consegui, porque até hoje nunca me envolvi em nenhum acidente,” comemora.

Como Maria de Fátima, outras motogirls seguem conquistando seu espaço,  e merecem ser respeitadas pela coragem e determinação que provam a cada dia. Queremos conhecer mais as histórias dessas mulheres que cuidam de entregas, e por isso fazemos um convite: se você conhece alguma motogirl ou está pensando em seguir essa carreira, conte para nós nos comentários, e talvez possamos falar sobre a sua história num próximo post.

Você conhece alguma motogirl ou está pensando em seguir essa carreira? Conte para nós nos comentários. Também estaremos respondendo suas dúvidas. Até mais!
by Motoboy SP

2 thoughts on “Motogirl: as mulheres que cuidam de entregas”

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