Profissao Motoboy

Profissão motoboy: Pilotando entre a vida e a entrega

Por que ser motoboy? Essa é uma reflexão importante, tanto para quem está pensando em iniciar essa carreira como para quem já está no mercado há tempo. Vamos pensar um pouco sobre isso.

Certas profissões são fundamentais, sem as quais o mundo de hoje não gira. O motoentregador é uma delas, quase sempre enfrentando um cotidiano estressante, agitado e perigoso.

Apesar disso, não se pode dizer que é uma profissão de status, o que é uma injustiça: apesar de não exigir diploma ou especializações, sem os motoboys muitos negócios seriam inviáveis. A profissão tem ganhado cada vez mais força a partir da recente regulamentação da categoria, mas ainda não alcançou o reconhecimento merecido.

Em compensação, o salário pode ser bom, acima da média para profissionais com pouca formação. Como se pode imaginar, esse é um dos fatores principais na escolha dessa carreira.

Mas certamente não é o único: é comum que o motoboy também seja um apaixonado por duas rodas e pela velocidade. Sendo bastante acessível investir numa moto, muitos entram na profissão empolgados por poderem trabalhar com o que gostam e conquistar sua independência financeira.

Para alguns, ser motoboy foi a melhor oportunidade que estava disponível naquele momento da vida em que precisava obter renda para construir sua família; para outros, é um trabalho extra que está ajudando nas contas enquanto está estudando para outra profissão; para outros, é a realização profissional de estar pilotando motos e garantir uma renda para viver bem.

Gostaria de saber dos motoboys que estão lendo este artigo se essa é a sua história. Deve haver também outros motivos que os levam a escolher essa profissão. Aproveito para fazer um convite para que escreva nos comentários contando sua história. Se você ainda não é motoboy mas está pensando em ser, também gostaria de ouvir sua história. Mas voltemos agora à nossa reflexão.

Uma das características do serviço de motoboy é que ela é uma entrega rápida. Essa expectativa muitas vezes pode levar o profissional a adotar posturas perigosas no trânsito. A pressão normalmente vem de fora, do chefe, da central ou de quem vai receber a entrega. E então chegamos à uma questão fundamental que constantemente se apresenta aos motoboys: a vida ou a entrega? É preciso ter cuidado.

Em momentos assim, é importante lembrar os motivos pelos quais escolheu esta profissão: o fato de gostar do que faz, de construir sua família com esse trabalho e de essa ser a sua vida. Se parar para pensar, verá que tudo isso vale mais do que as entregas do dia. Mas, na hora da pressão, você consegue perceber isso?

No trânsito, um segundo de descuido pode ser fatal. Para evitar o pior, é importante se valer de técnicas que garantam que você continue trabalhando com isso enquanto achar que vale a pena. Já que a questão é de vida ou morte, vamos relembrar de alguns detalhes que podem fazer a diferença.

Direção Defensiva

Aplicar a direção defensiva tem que ser regra para quem trabalha no trânsito e não quer se acidentar. Segundo o Detran, mais de 60% dos acidentes são causados por falha humana. Ou seja: mais da metade dos acidentes nem aconteceria se os condutores de veículos automotores fossem mais prudentes.

O princípio da direção defensiva é dirigir pensando na segurança. Ainda segundo o Detran, “o condutor defensivo é aquele que tem uma postura pacífica, consciência pessoal e de coletividade, tem humildade e autocrítica”. Em outras palavras: é aquele que dirige com cuidado e não coloca a responsabilidade da segurança nos outros. Quem não dirige agressivamente tem mais chances de reagir com tranquilidade aos erros de outros motoristas, evitando acidentes.

Equipamentos de proteção

Nunca é demais lembrar a importância dos equipamentos de proteção, já que também não estamos imunes aos erros de outros motoristas imprudentes. Veja abaixo os principais:

Capacete: obrigatório, o item precisa ter os adesivos refletivos e selo do Inmetro. O motociclista precisa estar sempre de viseira fechada, para proteger os olhos, sob pena de multa.

Luvas: além de proteger contra o frio, ajudam na condução da moto e são também proteção em caso de queda e/ou colisão.

Joelheiras e cotoveleiras: para proteger de escoriações em caso de colisão, existem modelos individuais e, mais comumente utilizadas, roupas como calças, jaquetas e macacões que já vêm com a proteção acoplada.

Antena corta-pipa:  obrigatória e necessária. Evita que qualquer linha de pipa atinja o motociclista, o que é já causou muitos acidentes.

Colete refletivo: obrigatório, serve para que o motoboy seja visto de longe com a iluminação dos faróis de outros veículos, evitando colisões.

Mata cachorro:  fixado no chassi da moto, é destinado a proteger o motor e a perna do condutor em caso de tombamento. Obrigatório.

Botas: protegem do calor gerado pelo escapamento, além de ser uma proteção a mais para o motorista, em caso de chuva ou acidente.

Profissão motoboy: uma escolha a ser vivida com consciência

Já disse em outra ocasião que a coragem de um motoboy é comparável à dos valentes motoentregadores das duas Grandes Guerras. Se você, mesmo sabendo das pressões e dificuldades que envolvem a profissão, escolheu-a para sua vida, é preciso se preservar para poder continuar nela por muito tempo. Se algo lhe ocorrer, além dos prejuízos com sua saúde e sua moto, pode ser necessário ficar afastado do trabalho e comprometer as contas da sua família. E esse é um risco que nenhum cliente poderá depois lhe compensar.

Lembre-se sempre de se perguntar: por que escolheu ser motoboy? E não se esqueça: sua vida primeiro, a entrega depois!

E você, por que decidiu ser motoboy? Conte pra gente nos comentários! Um grande abraço!
by Motoboy SP

One thought on “Profissão motoboy: Pilotando entre a vida e a entrega”

  1. Já trabalho a um tempo de uber, “gosto de fazer entregas”!
    Moto nem se fala, amo muito.
    Eu decidi a trabalhar como motoboy, porque tenho prazer em fazer esse serviço.
    Não é só pelo dinheiro, mais pela adrenalina também.

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